No cinema com Bruce LaBruce

No cinema com Bruce LaBruce

Bruce and FabSem dúvida, uma das coisas mais maravilhosas do Festival do Rio são os encontros que ele promove. Debates com diretores, première com atores nacionais e estrangeiros, exibições de filmes em programas sociais… Tudo contribui para fazer do festival o que ele é: uma celebração da sétima arte e da cidade maravilhosa.

Ano passado, quem nos prestigiou e encantou foi a Kylie Minogue, e agora foi o Bruce LaBruce. Chega a ser difícil dizer quem é a melhor “diva gay”! Bruce faz piada do mainstream, rejeita a burguesia e ri especialmente quando a comunidade gay é quem luta para se encaixar no sistema, ao invés de subvertê-lo.

No Brasil para o lançamento de seu novo filme, Gerontophilia, o cineasta conversou comigo sobre cultura pop e consumo, velhice e o conformismo na agenda do movimento gay. Há quem diga que ele está se traindo por fazer um filme mais palatável desta vez, mas ele só faz o que quer. Seu lema? Fuck mainstream! Para LaBruce, “a homossexualidade é uma oportunidade de não ser conformista”.

Não é algo de que eu consiga discordar…

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Escrito por:

Fabricio Longo

Ator e cientista social, criador e editor-chefe do site. Apaixonado por antropologia, cinema e Coca-Cola, é a mente problematizadora por trás da coluna Dando Pinta. Morre de orgulho do legado desse espaço, e segue tentando não ser soterrado por uma montanha de bonecas Barbie e quinquilharias da Mulher Maravilha! Perguntas, críticas e cantadas no fabricio@osentendidos.com.br.

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