Um ano de Estante, Garotos invisíveis e sorteio

Um ano de Estante, Garotos invisíveis e sorteio

No dia 14 de março de 2014, iniciamos essa coluna literária aqui n’Os Entendidos. De lá pra cá, algo em torno de quase 30 textos foram publicados, a maioria tentando falar de nós, LGBT, e de questões que algumas vezes saem do literário, como segregação dentro do próprio meio, invisibilidade de transexuais, de intersex, de pornografia, da trajetória que a literatura que fala da gente tem tomado e das divas!

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Um ano de casa e nos tornamos parceiros do Grupo Editorial Record – a primeira de muitas, espero – e, todo mês, teremos resenhas de suas publicações, alguns nem sempre seguirão a temática LGBT, mas sempre tentaremos puxar, quando possível, as questões centrais da obra pros assuntos que mais nos interessam e dizem respeito.

Essa postagem, além de ser um marco pra coluna em si, é também um muito obrigado a todos vocês que a acompanham. Parabéns para nós!

Agora, vamos para o livro dessa sexta! =D

Garotos invisíveis é uma organização de Deco Ribeiro, diretor da Escola Jovem LGBT, ponto de Cultura LGBT que funcionou em São Paulo durante o período de 2010-2013.

O livro, composto pelo curso de Literatura LGBT tem como objetivo a promoção da cultura e da visibilidade LGBT, por meio de textos literários. Mas quem pensa que o volume se restringe ao literário, engana-se.

Dividido em 04 partes, o livro de 140 páginas, apresenta em suas três primeiras textos que esclarecem as diferenças entre sexo biológico, papéis sexuais, orientação sexual e identidade de gênero; do descobrir-se homossexual e da relação com os pais, assim como um caminho para que estes lidem melhor com a situação, por meio do diálogo com outros pais e com outros jovens LGBT; fala da escola como um espaço para a promoção da diversidade e do respeito, bem como das dificuldades que ela ainda enfrenta ao tratar sobre esses temas e, por fim, sobre um dos problemas que mais atingem jovens gays, o suicídio,com depoimentos de jovens que tiveram conhecidos que se mataram por sua condição homossexual.

Sim, embora cada vez mais jovens tenham se descoberto e vivido sua homossexualidade de maneira mais livre, ainda são altas as taxas de suicídio entre eles, como mostra os dados apresentados no texto.

Na última parte, intitulada “Transgêneros literários“, 21 textos de cinco autores, todos versando sobre o mundo LGBT. Os textos vão desde a relação de pais e filhos, términos de relacionamento, passando pelo fantástico com releituras de narrativas orais, como O flautista de Hamelin e O boto cor-de-rosa, até as cens mais cotidianas da vida. Claro, há poesia também.

20204_853744008023466_6246764207024875411_n E, olha só que legal, tá rolando sorteio de um exemplar do livro pela página do Folhetim Felino, o meu blog literário. Para saberem como participar da promoção é só clicar aqui e ficar por dentro das regrinhas do sorteio.

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