No que se refere à literatura de temática LGBT, há que ser uma espécie de detetive

No que se refere à literatura de temática LGBT, há que ser uma espécie de detetive

No que se refere à literatura de temática LGBT, há que ser uma espécie de detetive. Eu já tinha comentado sobre isso no texto RESPOSTA: A LITERATURA GAY PRECISA SAIR DO ARMÁRIO e volto ao assunto por conta de uma descoberta feita agora no final de março e que também me remete a outros livros.

Estante2

A descoberta recente foi que, em A menina submersa, há não só um relacionamento lésbico, mas que ele ocorre com uma menina cis e uma menina trans, o que me fez despertar certo interesse pelo romance, que está publicado no Brasil pela editora Darkside Books.

O que me leva a um lugar bem interessante de reflexão sobre o lugar e o gosto que eu tenho literário, que, de certo modo passa um pouco mais longe dos livros publicados pela Darkside, que se concentram em horror, terror e fantástico, o que invariavelmente me leva a não procurar saber muito sobre os lançamentos que acontecem no tema.

O mesmo posso concluir sobre livros de ficção-científica ou policiais, que também não são livros que me chamam atenção.

No caso dessas duas temáticas, ano passado descobri o livro A pedido do Embaixador, do Fernando Perdigão, no caso de romance policial, que dá um pequeno indicativo ao trazer um arco-íris como elementos constituintes de capa, embora isso nem sempre aconteça, como também não há nenhum traço de que o romance trate sobre tema ou tenha em seu enredo algo LGBT, como são geralmente os livros publicados para o público adolescente.

Livro, aliás, que não indica nada sobre o fato de trabalhar questões de gênero é A mão esquerda da escuridão, da Ursula K. Le Guin, uma ficção-científica. Nada em sua composição de capa ou em título nos dão qualquer referência a isso, mas é algo que está na obra, diferentemente de Este livro é GAY ou Sobre um garoto que beija garotos, que estampam em suas capas a bandeira do arco-íris, bem como títulos que explicitam sobre a temática em que estão inseridas.

É válido apontar, também, que nem todos os livros podem ser encontrados com as palavras-chave #gay #LGBT #Homossexual. Há que se parar para ler as sinopses, procurar resenhas. Destinar tempo para frequentar sebos e livrarias e de conversar com outros leitores e com livreiros.

Estamos muito acostumados, de modo geral, a nos concentrarmos apenas no que nos aparece superficialmente ou nos locais habituais de circulação, o que acaba nos privando de perceber que há em outros espaços temas que nos chamam atenção, aos quais nos dedicamos um pouco mais. E é sempre maravilhoso descobrir em outros ambientes coisas que nos agradam, coisa as quais gostamos.

Mas, para descobrir essas coisas, é preciso ser um pouco de detetive, ainda mais quando se trata, a meu ver, da literatura LGBT.

Ah, quer saber de algumas dicas de livros com temática LGBT que li/ estou lendo/ quero ler? Dá uma conferida nessa playlist do Folhetim Felino, lá no youtube!

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